sexta-feira, 11 de junho de 2010

Estórias de autoria do Rabino Nachman - O Mestre da Oração-Parte III

E o Mestre da Oração se aproximou de um guarda e começou a falar com ele sobre o propósito: Sendo que o ponto principal é servir a D´us, Torá, Oração e boas obras;dinheiro é um absurdo e de forma alguma representa um propósito.Mas o guarda de forma alguma o ouviu porque já havia se afundado há muito tempo na crença que o propósito era o dinheiro.Então, ele foi até o segundo guarda e também disse isso a ele, mas ele também não deu ouvidos, então, ele foi a todos os guardas e nenhum quis ouvi-lo.Então, o Mestre da Oração decidiu entrar na cidade pelo topo da montanha.Quando as pessoas o viram foi um espanto para elas e as mesmas o perguntaram: “Como você conseguiu entrar?”Porque não era possível alguém entrar.Ele as respondeu: “Já que eu entrei,o que importa como o fiz?”Ele começou a falar com alguém sobre o propósito e essa pessoa se recusou a prestar-lhe atenção.E assim com a segunda e com todas as demais porque elas já estavam imersas em seus erros.E foi um espanto para elas que alguém viesse e dissesse tais coisas, que fosse uma total contradição à fé delas.Elas pensaram consigo mesmas: “Talvez esse seja o Mestre da oração”, porque já haviam ouvido falar que existia tal Mestre de Oração no mundo, pois o assunto já teria se tornado uma publicidade no mundo inteiro e eles o chamariam de Piedoso Mestre da Oração.Mas não eram capazes de reconhecê-lo ou pegá-lo, porque ele faria mudanças direcionadas para cada pessoa diferente que ele encontrasse.Para uma pessoa ele se apresentaria como um empresário, para outra como um pobre e assim ele invariavelmente se saía.
Uma vez, havia um guerreiro e vários outros homens fortes unidos em seu redor e ele ia com seus seguidores conquistando cidades. Ele queria apenas a submissão deles. Quando as pessoas do país se submetessem a ele, ele as deixaria em paz. Se não, ele as destruiriam. Assim, ele ia e conquistava e ele não queria com isso nenhum dinheiro, só a submissão delas. Sua perspectiva era enviar seus homens fortes a um país. Enquanto eles estivessem ainda distantes –cinqüenta milhas - o país já teria se subjugado a ele. Assim, ele conquistava os países.
E os comerciantes dos países com muita riqueza, retornavam a seus países e contavam sobre o guerreiro forte descrito acima e um grande medo se abatia naquele país.Mesmo desejando se submeterem a ele, eles ouviam falar que ele desprezava o dinheiro e eles não queriam isso de forma alguma.Como isso era oposto a crença deles, eles não podiam se submeter a ele. Para eles, isso seria suicídio porque ele não acreditava na fé deles, ou seja, dinheiro.
Então eles ficaram muito assustados com ele. Eles começaram a fazer suas cerimônias e oferecer sacrifícios aos seus deuses e eles pegariam animais (pessoas com pouco dinheiro que eram rotuladas de animais), e as ofereciam aos seus deuses e cerimônias semelhantes.
E o guerreiro estava se aproximando delas o tempo todo e ele começou a enviar seus homens fortes para oferecer-lhes escolhas, como era seu costume. Eles ficaram com muito medo, não sabendo o que fazer. Então os negociantes que haviam entre eles os aconselharam: Pelo fato de eles terem estado em um país onde todo mundo era um deus e viajado em carruagens puxadas por anjos.Ou seja, todos os cidadãos do menor ao maior eram todos tremendamente ricos até que o menor entre eles fosse tido como deus. E suas carruagens eram guiadas por anjos. Assim, podia-se dizer que eles viajam com anjos.
Assim o Mestre da Oração decidiu retornar aquele país – talvez ele pudesse ainda fazê-los se arrepender de seus caminhos torcidos.Então ele foi até lá e veio um guarda e começou a falar com ele em sua maneira habitual.O guarda contou-lhe sobre o guerreiro mencionado acima e eles ficaram todos apavorados com ele.O Mestre da Oração o perguntou: “ O que o seu povo pretende fazer a respeito disso?” O guarda então contou-lhe a respeito da intenção de socorro do país onde todo mundo era um deus.O Mestre da Oração riu de coração e mente, dizendo, “É tudo um monte de besteiras, pois as pessoas daquele país são apenas seres humanos como nós.Você também incluindo todos os seus deuses são apenas humanos e não deuses.Existe apenas Um no mundo, que aliás Abençoado Criador é o Seu nome, e Ele é o único a quem se é apropriado servir e apenas a Ele é apropriado orar e esse é o propósito principal.”Ele dirigiu palavras seguindo essa linha para o guarda; mas o guarda não o ouviu porque eles já haviam se afundado nos suas crenças errôneas por muito tempo.Nem por isso o Mestre da Oração se esquivou de falar com ele por muito tempo até que no final o guarda o respondeu: “Mas o que posso fazer? Sou apenas uma única pessoa e contra mim está a inteira população do país.” Essa resposta foi de alguma forma um conforto para o Mestre da Oração, pois ele viu que suas palavras tinha tido uma influência no guarda.Pois as palavras que ele havia dito pela primeira vez ao guarda e as palavras tiveram no mínimo alguma influência no guarda.As palavras que ele havia dito dessa vez haviam se unido até que elas começaram a produzir uma impressão em seu coração e até que ele começasse a levemente duvidar e a despertar um desejo aparentemente em ouvir devido as palavras a ele dirigidas pelo Mestre da Oração.
Nota: Essas estórias foram postadas em NaNach.net com as permissões de Rafi Nanach de Moharan.com e o tradutor Dovid Nanach.As estórias são apenas para uso pessoal.Se você desejar imprimi-las ou distribuí-las, não podemos lhe dar permissão.Para tal, você deverá entrar em contato com as partes acima citadas.
Postado por Dun Aryeh em http://www.nanach.net/
Acompanhe os capítulos a cada semana dessa fascinante estória "O Mestre da Oração" de autoria do Rabino Nachman de Breslov como a 12ª estória que faz parte do seu livro de fábulas (Sippurey Ma' asiot)Parte II "http://portuguesenanach.blogspot.com/2010/05/estorias-de-autoria-do-rabino-nachman-o.html"

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